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DESGARRADA ENCANTADA
30 JUNHO
PORTO
Apresentação do Festival Provícinia Sonora
com participação do NEFUP
Casa Comum da Reitoria
da Universidade do Porto
21H
6 JULHO
VIEIRA DO MINHO
com
RANCHO FOLCLÓRICO OS CEIFEIROS DE CANTELÃES +
ASSOCIAÇÃO DEFENSORA DOS INTERESSES DE ROSSAS
Praça Dr. Guilherme de Abreu
21H30

DESGARRADA ENCANTADA: À Roda pelas estações

 

Momento de apresentação de um trabalho de recolha e trabalho direto com a comunidade vieirense, por parte do Ensemble Provinciano. Junta em palco a magia dos sons do Minho, as leituras frescas de músicos de diferentes áreas e os sorrisos que mostram a felicidade da preservação e na renovação do nosso património cultural.

Em 2024, apresenta um novo conceito - uma narrativa em torno das alterações que acontecem na paisagem de Vieira do Minho, ao longo das estações do ano. Para isso, é importante ouvir o rádio, depois de uma jantarada na Praça, com um porco no espeto mesmo a calhar!

PROGRAMA

Quadro I OUTONO
“O dia começa e chegam os trabalhadores. Trazem consigo as trouxas e as memórias, em forma de sorrisos e lágrimas, de certezas e medos. Vão os trabalhadores para as suas funções e o sol de outono não chega para aquecer, mas é bonito. Hoje junta-se o passado com o futuro. Estamos em Setembro, é a Senhora do Alívio.”

 

1. Senhora do Alívio (da região de Vila Verde)
2. Cana Verde da Rua (Recolha feita pelos “Ceifeiros de Cantelães”)
3. Ora venha vinho para os nossos copos (Recolha feita por NEFUP)

 


Quadro II INVERNO
“O frio parece que encolhe os ossos. Recolhemo-nos em mantos de folhas caídas das árvores. Safa-se quem bebeu um cálice de bagaço no dia 1 de agosto, que abre os pulmões. Estamos em Dezembro, tempo de celebrar o Natal. É tempo de pousio: “Depois do menino nascer, é tudo a crescer”. Ele que nasça. E que venha a sorrir, ainda que durma na neve – que o frio o faça durar! Quando chegar Janeiro, a gente regala-se. “Em Janeiro, um porco ao sol, outro no fumeiro” E convém que chova, porque “Fevereiro chuvoso faz o ano formoso”


4. Morgado, Morgadinho (da região de Portimão, recolha feita pelo
Ensemble Provinciano em Agra, Rossas)
5. Doba, dobadoira nova / Nana meu menino (da região do Minho)
6. Cantiga Bailada (da região da Beira Baixa)

 


Quadro III PRIMAVERA
“A luz cresce limpa, os dias aumentam. A força cresce e o trabalho também. Os lavradores preparam os campos, é tempo de lavrar depois do pouso. É preciso arregaçar as mangas, ainda que chova. E se a tristeza vier, a gente canta, que quem canta seus males espanta. Estamos em Março, a Páscoa que traz fome ou mortaço não assusta aquele que quer trabalhar”

 

1. Chula Corrida (Recolha feita pelos “Ceifeiros de Cantelães”)
1. Coro das Maçadeiras (da região do Minho)
1. Ceifeira (Recolha feita pelos “Ceifeiros de Cantelães”)

Quadro IV VERÃO


“As amarras não chegam para nos segurar. Somos muitos e cheios de esperança. Queremos mais, queremos tudo. Queremos ver os vossos sorrisos e mandar os medos pela janela. Gostamos de cantar e tocar, músicas e corações. De vez em quando lá nos foge o pé para dançar. Mas quanto mais andamos, mais vontade temos de seguir. E a roda nunca pára, gira sempre, sempre, sempre pelo mesma rota. E leva-nos sempre a sítios novos. É dia 6 de Julho, celebramos a Província Sonora, aquela que é nossa, de todos nós. Não é nenhum santo, mas é uma grande festa! E deixamos ir embora quem tem de ir, na certeza de que volte a casa, são e salvo.”


1. Segadinhas (da região do Minho)
1. Desgarrada do Emigrante (Recolha feita pelos “Ceifeiros de
Cantelães”)
13. Ó linda, eu vou-me embora (Recolha feita pelo Ensemble Provinciano, da região de Vieira do Minho)

 

 

Arranjos: Ensemble Provinciano
Textos: Dalila Teixeira
Participantes: Ensemble Provinciano, NEFUP, Rancho “Os Ceifeiros de Cantelães”, ADIR
Com a participação especial dos alunos presentes no workshop “A Roda”
Gravações: D. Ana; D. Arminda; Alice Monteiro (Rossas); Ana Ribeiro;
Amadeu Lemos Silva; Isabel Cardoso; Fátima Mangas; Manuel Prazeres.

 

Ensemble Provinciano

Um grupo de 5 músicos, com diferentes abordagens musicais, que procura estabelecer pontes entre a tradição e o erudito. Composto por Dalila Teixeira (piano), Daniela Leite Castro (violino/flauta), João Diogo Leitão (viola braguesa), José Monteiro (percussão) e Joana castro (acordeão), este grupo concretiza coletivamente arranjos de músicas recolhidas entre janeiro e maio.

Em 2024, convida para se juntar o NEFUP, com importante trabalho de recolha de música tradicional na zona Norte; o Rancho “Ceifeiros de Cantelães”, que representa a autenticidade do povo vieirense e o Grupo de Cantares da ADIR, que tem vindo a fazer um importante trabalho no repertório tradicional, em Vieira do Minho.

Mestre em interpretação artística, Dalila Teixeira apresenta três atividades principais: performance, investigação em música e criação/direção de projetos.

Após concluir a sua licenciatura e mestrado em piano, na ESMAE (2019), trabalha frequentemente, como pianista, com o Coletivo Caleidoscópio (Quatour pour la fin du Temps, 2019; Vórtice para o fim de um Tempo, 2022), Quarteto Contratempus (Raiz Pivotante, 2023), Coro Lira (desde 2019) e Serviço Educativo da Casa da Música (desde 2019). Em 2023 lança ainda o disco "Bushido - a força do Guerreiro", com a banda Samurais Magazine, que explora a dialética entre a improvisação e a música escrita, com temas originais de Acácio Salero.

No âmbito da criação e gestão artística de projetos tem trabalhado, no âmbito do Festival Província Sonora (2022, 2023, 2024), com o Ensemble Provinciano e com grupos residentes locais de Vieira do Minho. É diretora musical do espetáculo comunitário intitulado "O auto da Fonte das Três Bicas", em coprodução com a Câmara do Sardoal. Em ambos os contextos, é responsável pelos arranjos musicais que se baseiam em música tradicional local. Soma a estes trabalhos, a colaboração regular no Serviço Educativo da Casa da Música, no Coro Infantil Casa da Música e no Coro Infantil Escolas, desde 2019.

A par destas atividades, leciona e acompanha na Academia de Música José Atalaya e na Escola de Música de Perosinho e trabalha na Artway, nos projetos Festival Província Sonora e Festival Efeitos Colaterartes.

João Diogo Leitão tem um percurso musical intimamente ligado à guitarra clássica, enquanto intérprete. Tendo feito a sua formação superior na Universidade de Évora e, posteriormente, no Conservatório Real de Haia nas classes dos professores Dejan Ivanovic e Zoran Dukic, respetivamente, assumiu-se desde cedo como um dos talentos da sua geração, tendo sido premiado e distinguido em vários concursos, destacando-se, especialmente, o 1º lugar no “Prémio Jovens Músicos”, Nível Superior. 

Sucederam-se concertos enquanto solista com a Orquestra do Norte, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica da Madeira e Orquestra Gulbenkian sob a direção dos maestros José Ferreira Lobo, Pedro Neves, Pedro Amaral, Cesário Costa e Pedro Carneiro e apresentações nas mais importantes salas portuguesas como o Coliseu do Porto, Teatro Rivoli, Casa da Música, Centro Cultural de Belém ou Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.

A descoberta da viola braguesa – um dos muitos cordofones tradicionais portuguesas –, o fascínio pelas suas características tímbricas e o potencial inexplorado deste instrumento desencadearam uma metamorfose. Provocaram uma urgência poética que o levou a investigar e compor música para esta viola, que surge do natural encontro entre os mundos da música erudita e música tradicional portuguesa, inovando na abordagem técnica e estética, criando um repertório próprio para este cordofone. O primeiro registo foi feito em Serpa, no Musibéria e editado em álbum pela ‘Respirar de Ouvido’, em 2020. 

Natural de S. João da Madeira, Joana Leite Castro iniciou os estudos em piano e canto, tendo concluído o curso de canto clássico no Conservatório de Música do Porto na classe de Cecília Fontes. Licenciou-se em Formação Musical pela Esmae em 2007 e concluiu o Mestrado em Ensino de Música na Universidade de Aveiro em 2013 sob a orientação de Vasco Negreiros. Presentemente lecciona as disciplinas de Formação Musical e Classe de Conjunto na Escola de Música da Póvoa de Varzim e na Academia de Música de Vilar de Paraíso, e é formadora na Casa da Música nos projetos “Coro Infantil Casa da Música” e “Escolas a Cantar”. Desde cedo que o seu percurso musical passa pela voz, mais especificamente pela música coral, como formadora, coralista e como maestrina. Fez formações na área da Direção Coral com Vasco Negreiros, Vassalo Lourenço, Basilio Astulez, Elisenda Carrasco,entre outros, e em música na comunidade com Paul Griffiths, Pete Letanka, Sam Mason e Tim Steiner. Cantou com Cupertinos, grupo dedicado à interpretação de polifonia renascentista, tendo-se apresentado regularmente em território nacional e internacional. Colabora também com o Coro da Casa da Música, Cardo Roxo e Ensemble Provinciano, trabalhando na formação coral e na divulgação da música tradicional. É maestrina do Coro de Câmara de S. João da Madeira, e elemento integrante do Canto Nono.

José Monteiro teve, desde muito cedo, um contacto muito próximo com a música. Desde a sua presença na Academia de Música de Vilar do Paraíso, à sua experiência como bailarino, o apogeu da sua carreira, até à data, acontece com a sua licenciatura em Produção e Tecnologias da música, na ESMAE.

A partir de 2017, tem vindo a desenvolver a sua carreira no “mundo do áudio”, tendo já um portfólio de trabalho tanto de gravação, como de som e produção de espetáculos, em salas como o Teatro Nacional São João, o Teatro Helena Sá e Costa, Casa da Música, Teatro do Bolhão, entre outros. Integra a equipa técnica do Quarteto Contratempus.

No âmbito da criação musical trabalha também na produção e composição de músicas originais ou arranjos de World Music.

A tudo isto, junta uma vasta versatibilidade em diversas áres: como percussionista integra o projeto “Hai-Luz” que se dedica à música medieval e recentemente como membro substituto no grupo “Os Burricos”; como bailarino integrou vários bailados, como “Habeas Corpus” de Ruben Marks. Entre muitas outras valências.

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